Assista uma pregação sobre Vodu e religiões africanas
O vodu (ou vudu) é uma tradição religiosa cuja origem é do povo daomeano (Benin), baseada nos ancestrais da África (muito parecida com o culto dos eguns da tradição dos orixás).
Com o tráfico negreiro ocorrido no Benin (também em Gana, Nigéria e Togo), a religião vodu seguiu para o Haiti, Cuba e Estados Unidos. No Haiti, o vodu é a religião oficial (declarada pelo presidente Jean Bertrand Aristides em 2003). Até mesmo os casamentos realizados no vodu são considerados oficiais.
Os praticantes do vodu são chamados voduístas (ounsins). Eles utilizam um templo (lakou), cuja característica marcante é uma coluna (poteau-mitan) que fica no centro do templo, considerada sagrada.
Os voduístas dão voltas em torno da coluna e incorporam os espíritos (loas rada – espíritos benéficos e loas petro – espíritos maléficos). Os líderes do vodu são chamados de hungans/hougans (homens) e mambos (mulheres).
As cerimônias são realizadas a noite e cada divindade tem uma música específica, tocada através dos atabaques pelos mestres tamborileiros. Bebidas e o sacrifício dos animais são oferecidos aos deuses.
No vodu, é conhecida a tradição da serpente, onde a mambo retira o réptil de um cesto e o coloca próximo de seu rosto, com o intuito de obter uma visão especial além de mais poderes. Já o zumbi é a magia negra do vodu e é diferente do boneco que tem a finalidade de fazer o bem.
O presidente haitiano, Jean Bertrand Aristides, ex-padre católico, declarou, em abril de 2003, o vodu como religião oficial do país. Com essa posição do governo, os casamentos realizados no vodu passaram a ser aceitos e considerados oficiais, tendo valor religioso, como ocorre com as demais religiões ao redor do mundo.
Contudo, apesar da proeminência voduísta no país, existe também um trabalho missionário cristão que tem incomodado o sossego desse grupo. O fundador da Missão Evangélica do Norte do Haiti, Jean Berthony, promove anualmente uma campanha evangelística no país, o que tem gerado bons resultados. Numa dessas ocasiões, as autoridades locais proibiram o seu trabalho, declarando que a cruzada evangelística do pastor Berthony teria sido a responsável por expulsar todos os espíritos vodus do país durante um tempo.
Mas a importância do vodu no Haiti ultrapassa o âmbito religioso. O turismo haitiano tem explorado o voduísmo com afinco. A ministra do turismo, Martine Deverson, disse: “Hoje em dia existe uma consciência maior do patrimônio cultural do Haiti, e o vodu apesar de freqüentemente ser confundido com magia negra, pode ser fator de atração para os visitantes”.
Durante séculos a Igreja condenou o culto no Haiti, mas como ela é a religião oficial, resignou-se a conviver com o culto. Em 10 de fevereiro deste ano, o presidente Lula foi recebido por praticantes do vodu na África (Ouidah), sendo homenageado por danças religiosas.
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Fonte: Yahoo Answers & http://www.cacp.org.br/